Teias de Metal

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23,9 x 15 cm

Teias de Metal é uma denominação incisiva num registo mordaz que aborda o tempo, o tear e a vida. A complexidade do humano assemelha-se à alada trama do insecto. Tão frágil, tão perene e singela, mas tão exausta e acabrunhante. Tecemos a Teia da Vida, aquela que se nos apresenta como livre, como nossa, como pura. Todavia, com o tempo, esta trama de retalhos conexos e dispersos, inertes e glaciares, revela a sua verdadeira faceta: apesar da sua fragilidade, a teia assume-se como um enleio de metal, que nos encerra em si própria, que nos faz debater e definhar ao longo da sua imensidão braçal. Quem é o verdadeiro prisioneiro na teia, o insecto ou o humano? O primeiro é inconsciente ao enlaçar-se, mas o segundo fá-lo num instinto consciente, mergulhando nele até à exaustão. Quão glaciar é o nosso mergulho na trama?

Filipa Cruz
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